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Paralisação nacional dos agentes penitenciários ganha força no RN



A paralisação de 24 horas realizada por agentes penitenciários de todo Brasil ganhou força com movimentações realizados pela categoria no Rio Grande do Norte. Durante toda esta quarta-feira (30), os agentes estaduais e federais estão de braços cruzados, mantendo apenas serviços essenciais nas unidades prisionais. Em Natal e Mossoró, os servidores da Polícia Penal se reuniram em dois presídios.

O movimento faz parte da cobrança pela aprovação do Projeto de Lei 87/2011, que diz respeito ao porte de arma integral para agentes penitenciários. Tal projeto foi vetado pela presidente Dilma Rousseff, o que gerou indignação por parte deles. Com isso, a Federação Nacional dos Servidores Penitenciários (Fenaspen) organizou a paralisação nacional.

No Rio Grande do Norte, o protesto foi coordenado pelo Sindicato dos Agentes e Servidores do Sistema Penitenciário de RN. “Estamos unidos, principalmente, pela segurança dos nossos agentes e seus familiares. Já lidamos diretamente com bandidos perigos e organizações criminosas bem articuladas que, diariamente, ameaçam agentes dentro dos presídios, mas mesmo assim, o Governo Federal barra o projeto que iria garantir o porte de arma integral”, destaca Vilma Batista, presidente do Sindasp-RN.

Durante a manhã desta quarta-feira, dezenas de agentes se reuniram em frente ao Presídio Provisório Raimundo Nonato Fernandes, em Natal, bem como na frente da Penitenciária Mário Negócio, em Mossoró. Na capital, a categoria ergueu cruzes pretas, representando os agentes mortos em todo o Brasil, bem como pintou a cara com cruzes vermelhas, também para externar o repúdio à violência contra a classe.

Além disso, os agentes chegaram a fechar uma das vias em frente ao Presídio Raimundo Nonato por alguns minutos, como forma de chamar atenção da sociedade para o que estava sendo cobrado por eles. Com a paralisação de 24 horas, a visita íntima dos presos daquela unidade foi suspensa e será permitida nesta quinta-feira (31).


“Essa é só uma das formas de protesto contra esse veto. Vamos continuar lutando diariamente para reverter essa situação e podermos ter assegurado um direito que representa a segurança da nossa categoria”, completou Vilma Batista, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Rio Grande do Norte.

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